Mais uma rodada de brilhantes palestras no encerramento do Webinar: "Violência contra a mulher e os impactos da pandemia em Sergipe" A presidente do Conselho E

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02/09/2020

A presidente do Conselho Estadual de Direitos da Mulher de Sergipe, Érika Leite abriu os trabalhos da segunda noite do Webinar: ‘Violência contra a mulher e os impactos da pandemia em Sergipe’, realizado pela Procuradoria Especial da Mulher da Alese, que tem como procuradora, a deputada estadual Goretti Reis (PSD).  A intermediação ficou a cargo da assistente social da Procuradoria, Marjana Fontoura. 

Para Érika é importante fortalecer as ações e fazer com que essas falas cheguem as mulheres camponesas que às vezes, não tem acesso sequer, a um telefone. “Para mulheres extrativistas e camponesas, que trabalham com a pesca e o marisco, o processo de sofrimento iniciou bem antes da pandemia.  Começou em setembro com o derramamento de óleo. O que dificultou a autonomia financeira. Sergipe esteve com os piores índices de adesão ao isolamento social. A justificativa é porque essas mulheres precisam trabalhar para sustentar suas famílias. Estar dentro de casa com o marido desempregado, só aumentam os processos de violência que vitimam também os filhos. O resultado é uma família destroçada”, explicou a presidente do Conselho que parabenizou a iniciativa da deputada Goretti Reis e sua equipe.  

A coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe, juíza de direito, Rosa Geane Nascimento falou das ações e funções do TJ e ressaltou a iniciativa da Procuradoria em realizar o Webinar. A atuação de Goretti no combate a violência contra a mulher foi elogiada. “A deputada tem seu trabalho, na área de violência doméstica, destacado em Sergipe.  Agradeço a abertura e interlocução. A Alese pela parceria e pelo respeito ao trabalho do TJ. Que tenhamos voz para falar das nossas dores e necessidades. Graças a Deus temos a felicidade de contar com mulheres como a Goretti, Valdilene, Érika e todas que passaram por esse importante evento e que fazem o trabalho com o amor, cuidado e comprometimento. A violência contra a mulher não surge com a pandemia, é que as luzes se voltam para esse tipo de violência porque as dificuldades aumentam. Fatores de risco durante a pandemia para o aumento da violência doméstica: o isolamento social, o consumo excessivo do álcool e drogas ilícitas, a desigualdade social e o desemprego, a dificuldade de os órgãos de apoio chegarem a essa mulher em isolamento social”.  

Valdilene Oliveira Martins que é advogada de Família e Criminalista também abrilhantou o evento.  “Sempre tive respaldo de toda a rede de Sergipe, de todos os órgãos e instituições que tem envolvimento, comprometimento e interessante pela causa. Precisamos melhorar muita coisa em Sergipe, mas temos um diferencial, com a proximidade e afinidade entre as pessoas que lutam. Gostamos de trabalhar em equipe porque o resultado é melhor. A fala convence, mas o exemplo arrasta. Você mulher que está nos assistindo e que conhece alguém ou está passando por algum problema, tenha consciência, que em todo beco sem saída, tem uma passagem secreta, ache a sua. Medo e vergonha todo mundo tem. Sensação de culpa também, mas medo é até um sentimento positivo porque limita a gente, mas não podemos viver refém do medo”. 

“Brilho no olho quando fala de política de proteção a mulher e a criança. Essas são vocês, mulheres que abrilhantaram esse evento. É importante, quando percebemos o comprometimento, a garra, a determinação, a vontade e a persistência para a construção de uma política pública em defesa das mulheres. Agradeço a vocês pelas experiências e propostas. Agradeço a equipe da Procuradoria da Mulher, em especial, a nossa coordenadora Rose. A Terezinha, citada por todas que conhecem sua garra persistência e objetividade. Nosso muito obrigada também a equipe da Alese pela transmissão”, ressaltou Goretti Reis que chamou a atenção para o Setembro Amarelo, mês de combate ao suicídio. “De acordo com os dados do Ministério da Saúde o suicídio, no período de 2000 a 2017 cresceu 112%, um aumento significativo, e infelizmente, o maior percentual de crescimento, foi de mulheres. O desespero leva ao suicídio. É preciso divulgar os serviços do Centro de Valorização da Vida –CVV, o número 188, que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias”.  

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